sábado, 13 de novembro de 2021

Fases pós início da vida acadêmica

Imagem disponível em: <http://passarodeminerva.blogspot.com/2009/06/ciclo-de-vida-academico.html?m=1>


 O início da vida acadêmica, após conquistar a vaga em algum curso é marcada por uma alegria estonteante, mas passageira. Assim que se  inicia as aulas, os discentes se deparam com uma enorme fenda da ruptura do ensino médio para a universidade, geralmente esse primeiro ano é marcado por desistências, e sentimento de fracasso. Um novo mundo cheio de normas, horários e prazos diferentes do que se era acostumado. Habituados há estudar apenas para obter notas boas nas provas e passar de ano, se vêem na situação de adultos que agora, estudam para se tornar um profissional, diante tudo isso, o sociólogo francês Alain Coulon explica sobre as fases que todo universitário enfrenta; 

1- Tempo do Estranhamento, em que o recém chegado mais conhecido como calouro, enfrenta as dificuldades para se acostumar com as normas da instituição, carga horária, e tudo que acompanha a vida acadêmica.

2- Tempo de aprendizagem, em que o estudante já tem uma certa familiarização com as normas, códigos, e se sente um pouco mais seguro para designar as atividades curriculares.

3- Tempo de afiliação, o discente já é o popular veterano, se sente á vontade e seguro com o ambiente acadêmico, mas que pode ser um problema já que toda essa segurança pode levá-lo a burlar algumas regras.


Fonte: COULON, Alain, O ofício de estudante: a entrada na vida universitária. Educ. Pesqui., São Paulo, 2017

Inteligência Coletiva

 

Imagem disponível em: <https://digitalents.com.br/crowdsourcing-como-utilizar-a-inteligencia-coletiva-em-prol-do-seu-negocio/amp/>

Pierri Levy, filósofo e sociólogo foi o criador da inteligência coletiva, um projeto que visava a coletividade de informações para o desenvolvimento cultural, que na prática seria um compartilhamento e troca de conhecimentos. Atualmente proporciona a sociedade uma enorme facilitação para o acesso de informações, sendo possível em alguns segundos ter acesso aos mais diversos assuntos, como é o exemplo do Google, mecanismo de pesquisas mais conhecido no mundo, que permite o acesso a informações desde ao mais renomado autor, á informações e comentários sobre um local específico, outro exemplo de inteligência coletiva é o Brainlyn que é uma plataforma com milhões de usuários, geralmente estudantes que se conectam para compartilhar e interagir sobre dúvidas em diversas matérias.


Ecologia do saber: Os conhecimentos devem caminhar juntos

 

Disponível em <https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/18/6/impactos-da-ecologia-de-saberes-na-educao>

O sociólogo português, Boaventura De Souza Santos, foi quem criou a proposta da ecologia dos saberes. Adepto da teoria de que  todas as formas de conhecimentos são importantes, que embora, o conhecimento científico nos dias atuais seja dado como o único conhecimento verídico e válido, não poderia ser descartado os conhecimentos empíricos, que na maioria das vezes funcionam, mesmo sem ter uma comprovação científica exata, como por exemplo os diversos conhecimentos medicinais indígenas através de plantas. A junção desses conhecimentos detém extrema importância no diálogo entre as causas sociais de acordo com Boaventura. Ele acreditava que as duas formas de conhecimentos poderiam ser alinhadas de forma a serem usadas em conjunto, e que deveriam ser inclusas na universidade. A convivência harmoniosa entre os meios segundo ele poderiam impactar nas lutas sociais, causando uma boa comunicação entre o mundo acadêmico e os líderes dos movimentos.


quarta-feira, 27 de outubro de 2021

A incumbência de criar pensadores

 

Crédito da imagem: Observatório de Educação e Sustentabilidade


O livro de autoria de Paulo Freire, Autonomia da Pedagogia, que influenciou o plano de educação da UFSB fala sobre as diretrizes do educador, que vai além de ensinar o que se sabe. O docente deve está aberto ao aprendizado, se permitindo aprender enquanto ensina. O autor alerta sobre o dever de usar os conflitos vividos em ambiente escolar que são sempre repletos de significados e que possibilitam o professor levar o estudante ao pensamento crítico, aproveitando as experiências vividas pelos estudantes para ensinar sobre a importância do respeito entre as diferenças, sejam elas econômicas, sociais, culturais ou raciais, que embora sendo temas sempre abordados nunca são defasados. O autor usa uma experiência vivida por si mesmo como exemplo de como um gesto de um docente pode ter uma grande influência na vida do educando;
 

 O professor trouxera de casa os nossos trabalhos escolares e, chamando-nos um a um, devolvia-os com o seu ajuizamento. Em certo momento me chama e, olhando ou re -olhando o meu texto, sem dizer palavra, balança a cabeça numa demonstração de respeito e de consideração. O gesto do professor valeu mais do que a própria nota dez que atribuiu à minha redação. O gesto do professor me trazia uma confiança ainda obviamente desconfiada de que era possível trabalhar e produzir. De que era possível confiar em mim mas que seria tão errado confiar além dos limites quanto errado estava sendo não confiar. A melhor prova da importância daquele gesto é que dele falo agora como se tivesse sido testemunhado hoje. E faz, na verdade, muito tempo que ele ocorreu. (FREIRE, Paulo, 2002, p.19)

  Paulo Freire que em seu livro se descreve como um estudante cheio de inseguranças quanto a sua capacidade intelectual por conta de sua aparência física e condição social,  aponta através da memória compartilhada que embora a atitude talvez tenha passada despercebida pelo educador, causou um grande impacto na sua autonomia quanto estudante, sendo um gesto nunca esquecido. Trazendo a reflexão da responsabilidade do docente em criar um ambiente em que todos possam se sentir seguros para exercitar sua autossuficiência.


Referências: FREIRE, Paulo. AUTONOMIA DA PEDAGOGIA. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002.                                                                                                                     

Imagem disponível em https://obesunifesp.wixsite.com/website/sobre. Acesso em 27 de Out de 2021.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

É urgente a necessidade da reforma do ensino superior no Brasil

 


Disponível em: <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/06.066/408>


O Brasil é um país com sistema educacional superior extremamente arcaico, em que os estudantes são obrigados a escolher o curso que deseja se formar assim que ingressa na universidade, sendo que na maioria das vezes a escolha por esse curso, é feita através de imposição dos pais, ou desejo de um sonho de infância. E a partir do início das aulas geralmente não se identificam com o curso, se deparando com uma área totalmente diferente do que esperava, fazendo com que desista da carreira inicialmente escolhida, ou passando longos 4, 6 anos estudando uma profissão que não deseja seguir.

A Academia de Ciências Brasileira através de uma solicitação do MEC visando contribuir nessa reforma, criou um grupo para discutir sobre esse tema, e uma das propostas realizadas seria a criação de um ciclo básico com três grandes áreas: Ciências Básicas e Engenharias; Ciências da Vida e Humanidades; Artes e Ciências Sociais, formados por ciclos de curta duração, no qual somente os melhores alunos teriam acesso a todas as carreiras.

Se essa proposta fosse aceita, além de aumentar o grau de interesse dos alunos, que teriam que se dedicar ainda mais para obter boas notas e ter acesso a escolher a carreira que quiser, diminuiria muito os índices de desistência ao longo dos cursos, permitindo que após alguns anos de estudo o estudante tenha oportunidade de seguir a carreira que mais se identificou.


Fonte: SUBSÍDIOS PARA A EDUCAÇÃO SUPERIOR (Academia Brasileira de Ciências, 2004)